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Atos pró-Lula ocorrem hoje em mais de 40 cidades do Brasil


Movimentos a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem atrair milhões nesta sexta-feira. A Avenida Paulista deve reunir entre 100 mil e 150 mil pessoas, inclusive com a participação do petista no palco principal. No Rio, a concentração será às 16h na Praça XV. Centrais sindicais e movimentos sociais marcaram mobilizações em outras 46 cidades do país.

A convocação da Frente Brasil Popular pelo Facebook diz que o “ato-festival” organizado no Rio é “pela democracia, contra o golpe e em respeito ao meu voto”. A organização espera a presença de artistas e músicos como Otto, Moacyr Luz, Letícia Sabatella, Osmar Prado, entre outros.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio, Marcelo Rodrigues disse que a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar foram informados da manifestação e a expectativa é que não haja confrontos:

— Nossa orientação é para não entrar em provocação.

Em São Paulo, líderes de movimentos sociais e centrais sindicais se encontraram com o secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, na tarde de quinta-feira para cobrar do estado que os manifestantes que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff sejam retirados da avenida.

Previsto inicialmente para ser uma passeata, o ato a favor de Lula e Dilma deve ficar parado na Avenida Paulista. O governo do estado de São Paulo ainda não informou se terá um esquema especial de segurança para o ex-presidente Lula. Segundo o secretário Moraes, o efetivo policial será o mesmo do último domingo: 12 bases móveis, bolsões de seguranças táticos e PMs espalhados no Metrô.

— O secretário se comprometeu a colocar o mesmo efetivo policial que colocou no domingo. Cobramos o mesmo tipo de postura. E cobramos a desobstrução da paulista amanhã — afirma o presidente do Diretório Estadual do PT, Emídio de Souza.

CRÍTICAS À ATUAÇÃO DA POLÍCIA

A reunião dos movimentos populares com a Secretaria Estadual de Segurança Pública expôs a diferença de tratamento dado a diferentes movimentos que protestam nas ruas. Grupos a favor do impeachment estão bloqueando o trânsito na Avenida Paulista em diferentes trechos pelo menos desde as 20h de quarta-feira. Em janeiro, jovens do Movimento Passe Livre (MPL) foram impedidos de fazer um protesto na esquina das rua da Consolação e Avenida Paulista e no Parque Dom Pedro II porque não haviam divulgado previamente o trajeto do ato.

Naquela oportunidade, para desobstruir a rua e o terminal de ônibus, a Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha. Na manhã desta quinta-feira, a história foi diferente. Os manifestantes pró-impeachment resistiram ao pedido da PM para que liberassem a faixa de ônibus — eles poderiam ficar nas outras faixas. Diante da recusa, os policiais não tomaram nenhuma atitude:

— Estamos tentando fazer (a liberação), através da negociação com os manifestantes a liberação da faixa. Eles disseram que vão votar e nós vamos aguardar o tempo que for necessário. Não estamos aqui para criar conflito nem entrar em confronto com ninguém — disse o major Larry Almeida:

O secretário Moraes desconversou ao ser questionado sobre a diferença no tratamento na manhã desta quinta-feira:

— Todas as manifestações devem ser previamente comunicadas. Quando a negociação se iniciou chegou a informação de que haveria uma manifestação às 11h do Movimento Brasil Livre. Isso não se confirmou mesmo sendo comunicado duas horas antes, o que não é o tempo necessário para organização. Mas como o Passe Livre comunicou nas últimas manifestações uma hora antes, então nós aguardamos.

Em nota enviada à imprensa, a secretaria informou que “fatos recentes exigem de todos nós, mais do que nunca, bom senso e serenidade”. O texto diz que a prioridade máxima da PM será garantir “a paz e a segurança de todos”. “Se for necessário, adaptando-se a novas circunstâncias para evitar confrontos”.

SEM OUVIDOS PARA PROVOCAÇÕES

Emídio disse que a militância será instruída a não entrar nas provocações e afirmou que a divulgação de conversa entre Lula e Dilma vai animar os manifestantes:

— Muda que está aumentando a nossa mobilização. Porque a indignação é geral. O ato de vazamento da conversa entre a presidente e o ex presidente foi um ato criminoso, que não tem amparo legal e que é uma agressão à Constituição. Esse tipo de atitude é inconcebível. Todos têm que respeitar as regras.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, criticou agressões sofridas por pessoas que seriam simpatizantes do PT nos protestos a favor do impeachment:

— Essa é a nossa resposta: não vamos permitir a violência e o ódio. Nossos movimentos têm endereço, CNPJ, tudo definido. As pessoas sabem onde podem nos encontrar diferente desses movimentos fascistas que não tem nenhum respeito pelo poder público. Hoje de manhã expulsaram e xingaram o secretario de segurança.

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Fonte: Extra.globo.com

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